Identificando Tipos de Personalidade e Correlacionando com Características Empreendedoras

Uma das ferramentas mais impressionantes que adotei depois do meu período no bootcamp de empreendedorismo Exosphere no Chile, foi o estudo de tipos de personalidade Myers Briggs e a classificação de temperamentos de Keirsey.

Acho impressionante ter passado tantos anos trabalhando com projetos, estudando sobre formação de equipes, liderança e tudo o que envolve o mercado profissional e nunca ter ouvido sobre as aplicações desta ferramenta, tanto para auxiliar na formação de times e contratação de profissionais, quanto para o entendimento pessoal de preferencias e processos de tomada de decisão. Para quem nunca ouviu falar sobre estas classificações, sugiro que faça um teste (português ou inglês) e leia um pouco sobre as características de seu tipo de personalidade.

Para entender melhor o que é o Myers Briggs Type Indicator,  Carl Gustav Jung organizou, em seguida complementado por Katharine Cook Briggs e Isabel Briggs Myers, um questionário projetado para mensurar as preferências psicológicas de como as pessoas percebem o mundo tomam suas decisões. O resultado são dezesseis tipos, definidos por quatro dicotomias:

Mundo PreferidoE/I = Extrovertido ou Introvertido: A primeira dicotomia é relativa à fonte de energia. Você obtém suas energias em contato com outras pessoas, realizando ações, ou prefere se isolar após um longo período de exposição à ambientes sociais? Vale enfatizar que uma pessoa Extrovertida, pela definição do MBTI pode ter características de timidez e vergonha e ainda assim retirar sua energia do contato com outras pessoas.

Informação: S/N = Sensoriais ou iNtuitivas: Aqui é determinado como novas informações são interpretadas. Sensoriais são mais propensos a acreditar em informações tangíveis e concretas. Ou seja, informações que podem ser compreendidas pelos 5 sentidos. Sensoriais tendem a não acreditar em pressentimentos que parecem ter surgido sem explicação. iNtuitivos preferem confiar em informações mais abstratas ou teóricas. Pessoas iNtuitivas também se importam mais com questões futuras que seu oposto, os Sensoriais.

Decisões: T/F = Racionalistas ou Sentimentais: Estas são funções diretamente ligadas a forma que tomamos decisões, nos baseando em informações recebidas do mundo exterior. Você prefere olhar para lógica e argumentos concretos(T) ou prefere olhar pela ótica da emoção(F)? (F)Sentimentais tendem a olhar situações da perspectiva interna, buscando alcançar uma maior harmonia e consenso, sempre considerando as pessoas envolvidas. (T)Racionalistas enfrentam mais problemas para lidar com a falta de lógica ou inconsistências, buscando emitir sempre uma opinião direta para as pessoas. Sua preocupação é mais com a verdade(T) do que com o bem estar entre as pessoas(F).

Estrutura: P/J = Perceptivos ou Julgadores: Pessoas com preferencias Perceptivas sentem-se mais confortáveis com questões deixadas em aberto para novas informações e opções que seu oposto, já que Julgadores preferem que decisões seja tomadas, de forma mais decisiva.

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Logo após identificar sua classificação, você pode (e deve) ler tudo o que encontrar sobre ele. Eu garanto que vai se impressionar com a quantidade de informações claras sobre você que são revelados através deste simples questionário.

Existem entradas na Wikipédia sobre cada tipo de personalidade e paginas (inúmeras!) dedicadas a explicação de cada um. Aconselho a Personality Page para saber mais detalhes sobre sua personalidade, e a similarminds (http://similarminds.com/jung/entj.html) para algumas informações curiosas e sugestões de profissões favoráveis ou não aconselháveis. Substitua no endereço o trecho entj pelo seu tipo de personalidade (a pagina raiz é bem bagunçada).

Caso o interesse seja ainda maior. você pode buscar fóruns específicos sobre o assunto como o Personality Cafe e até mesmo brincar de classificar personagens de filmes e seriados.

Pesquisando pelo assunto, encontrei uma excelente tese de mestrado da Universidade de Santa Maria, desenvolvida pelo  Mestrando (na ocasião) Tagli Dorval Mairesse Mallmann. 

No estudo, Tagli aplicou o teste e executou experimentos na Incubadora Tecnológica de Santa Maria, identificando as características empreendedoras relacionadas a cada tipo de personalidade. O estudo completo pode ser lido através do link. Tomei a liberdade de reproduzir a tabela final do artigo e compartilhar com vocês a correlação entre características empreendedoras e os tipos MBTI.

Características Empreendedoras ESTJ ESTP ESFJ ESFP ENTJ ENTP ENFJ ENFP ISTJ ISTP ISFJ ISFP INTJ INTP INFJ INFP
Agressividade X X X X
Análise de Risco X
Autoconfiança X X
Capacidade de Aprendizagem X X
Comprometimento X X X X X X X X X
Criação de valor para a sociedade X X X X X
Criatividade X X X X
Desenvolvimento de redes de contatos X X X X X X
Envolvimento em longo prazo - - - - - - - - - - - - - - - -
Flexibilidade X X X X X
Habilidade para conduzir situações X X X X X X X X X
Independência X X
Iniciativa X X
Inovação X X X X
Liderança X X X X
Necessidade de controle X X
Necessidade de realização X X X
Orientação para resultados X X X X X X X
Originalidade X X X X X X
Otimismo X X X X
Planejamento X X X X

Vale sempre enfatizar que o método não deve, em hipótese alguma, ser utilizado como fator decisivo para contratação de funcionários ou organização de uma equipe. O comportamento de cada pessoa pode, e normalmente é, alterado ao longo da vida. É comum identificar um ponto negativo em sua personalidade e passar a se comportar de maneira diferente. Ao longo do teste você perceberá vários pontos que somos levamos a refletir e pensar: ”Eu faço isso, mas estou tentando mudar”.

Seu comportamento e sua personalidade funcionam separadamente, existindo um cruzamento entre os dois em pontos específicos. O método deve ser usado como um fator norteador, jamais decisivo.

Literatura sugerida: Please Understand Me I e II, David Keirsey

Sua profissão vai deixar de existir e isso é bom

No dia 31 de Março (2014) pude acompanhar o inicio de uma discussão bem curiosa na comunidade Startup Brasil do facebook. Um taxista, não sei se é um perfil fake ou não, criou um post no mínimo curioso, reclamando da existência de um aplicativo que ajuda os usuários na difícil tarefa de arrumar uma carona.

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Esse tipo de situação é algo que podemos esperar ver cada vez mais por aí. O mundo está mudando rapidamente, a invenção de smartphones, tablets e novas plataformas de computação não apenas trouxeram mobilidade e conforto para as pessoas. Estas plataformas ampliaram as possibilidades de desenvolvimento e inovação. Carreiras estão morrendo e muitas outras vão começar a desaparecer nos próximos anos. Tudo o que puder ser automatizado e simplificado por meio da tecnologia, será feito.

O fato é que profissões morrem o tempo todo, algumas agonizam e se mantém atendendo um pequeno nicho de usuários persistentes, mas a grande maioria dos profissionais acabam abandonando o que fazem pela falta de clientes. Nesse aspecto o mundo é bem pouco democrático e ninguém se importa com os profissionais de vanguarda que estão reclamando a injustiça da moderna concorrência interferindo em seus trabalhos. Imagine quantos profissionais dedicados à revelar fotos analógicas não perderam seus empregos com a popularização das câmeras digitais e celulares com câmera? Ainda existem fotógrafos profissionais e gente que usa modelos analógicos e os serviços necessários, mas basta ver como as lojas de câmera desapareceram completamente das cidades, para notar o tamanho do impacto que tiveram nessa profissão.

E não podemos dizer que o fenômeno é ruim. Imagine você, um chofer no inicio do século XX descobre que inventaram algo chamado Carro. Uma máquina capaz de ser usada por qualquer pessoa, sem precisar de um motorista pra isso. Você logo percebe que ninguém mais vai precisar utilizar seus serviços e ainda por cima, se você quiser continuar transportando pessoas, precisará aprender a operar uma máquina completamente nova e complicada. Seu investimento no cavalo, ração, celeiro e tudo mais agora não servem mais para nada. O chofer se junta com todos seus companheiros de profissão e protesta:

“O governo deve proibir a fabricação dos carros! é um absurdo! Estão acabando com os empregos das pessoas!”

É isso que vamos ver acontecer cada vez mais. Profissionais frágeis sendo surpreendidos pela falta de demanda em suas profissões, culpando seja lá quem estiver tomando sua posição no mercado.

O taxista do inicio do post está assustado, e com razão. Agora será necessário enfrentar o aplicativo de caronas e inovar. Aprender a fornecer um serviço diferencial, modificar sua política de preços e tentar sobreviver ao equilíbrio do ecossistema capitalista, onde os melhores se destacam e os medíocres se tornam irrelevantes e desaparecem no esquecimento.

Saiba roubar sem ser punido – Um guia para empreendedores e artistas.

Como ser criativo? Parece que algumas pessoas são premiadas com este dom ao nascer, enquanto outras são fadadas a tentar e falhar, até desistirem. No modelo criado por C. Jung e aprimorado por Myers e Briggs, para dividir padrões psicológicos, apenas 4 dos 16 tipos de personalidade apresentaram criatividade como característica. E convivendo com uma pessoa representada por um dos padrões que possui criatividade como habilidade,  posso dizer, criar para eles é como levantar da cama. Quando você menos percebe, algo novo surgiu.

A notícia boa é que criatividade é um processo e pode ser desenvolvido. De fato, não existe nada secreto sobre criatividade, basta saber coletar e misturar os elementos corretos. O resto vem com o tempo e repetição.

Quando tive aulas de redação publicitária, me espantei ao descobrir que não se chama Copywrite (algo como “copia de escrita”) atoa. O método mais comum para aprender a vender produtos através da escrita, é copiando bons textos publicitários à mão, para o papel. No inicio parecia bobo, mas com o tempo você percebe que ao repetir aquelas palavras, na ordem em que são colocada e com a repetição capitando o ritmo por trás do texto, absorvemos aquelas características em nossa escrita. Tenho até um livro com centenas de textos organizados para serem copiados.

Fazemos isso porque a base inicial do nosso aprendizado é a copia, e como normalmente somos incapazes de copiar algo perfeitamente, acabamos adicionando um pouco da nossa experiência e conhecimento ao que estamos copiando.  O resultado é uma colcha de retalhos.

Austin Kleon, em seu livro Steal Like an Artist, explica isso muito bem. Em resumo, ele explica a diferença entre o bom ladrão e o mau ladrão, também chamado de plágio:

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Bom ladrão: Honra, estuda, rouba de muitos, dá crédito, transforma, remixa.
Mau ladrão: Denigre, tira um pedaço, rouba de um só, plagia, imita, tira vantagem.

Todo conteúdo consumido, o tempo todo, influencia o que criamos. Os livros que lemos, músicas que ouvimos, filmes que assistimos. Cada elemento serve de matéria prima para nossa criatividade. Quando menos esperamos, sem perceber, aplicamos estas referências no que vamos criar. Assim funciona a criatividade e a tal inovação.

Pega uma coisa aqui, outra ali, mistura tudo e no fim você tem algo novo, com a sua cara.

“Comece a copiar o que ama. Copie copie copie copie copie. No final da cópia, você acaba se encontrando”
- Yohji Yamamoto

O documentário chamado “Tudo é um Remix” conta a belíssima história da inovação moderna com essa perspectiva, quebrando a magia da criatividade e demonstrando seus elementos básicos: Copiar, Transformar, Combinar. E como poderá observar, este modelo serve para tudo: Tecnologia, Cinema, Música, Pintura e assim por diante.

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Vale a pena assistir:

O que Flappy Bird pode te ensinar sobre criação de produtos

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Escrevi este texto inicialmente para publicar aqui no QG, mas conversando com o editor do PdH achamos que o texto caberia no editorial deles, então acabou indo para lá. O texto fala sobre alguns pontos que, claramente, não podemos ter certeza, só o próprio desenvolvedor saberia dizer se foi ou não a intencional. A observação vem de padrões emergentes no mercado, que a maioria das startups está adotando como tendência. A ideia é fazer uma observação do que está funcionando no mercado e como transformar isso em informação útil.

Como sempre, não existe receita mágica, mas podemos aprender com o que está acontecendo a nossa volta.

Fiquem com o texto:

O que Flappy Bird pode te ensinar sobre criação de produtos

Tecnologia para relações mais reais

A internet se tornou uma muleta social.

No Yank Blog lemos:

Andamos diariamente pelas ruas da cidade e não conseguimos dizer bom dia para alguém sem nos sentir travados de alguma forma. Temos o medo de fazer perguntas simples para pessoas na rua e não sabemos o motivo. Toda essa facilidade de conhecer pessoas em redes sociais criou uma barreira mental. Vemos uma pessoa na rua e a primeira pergunta que nos fazemos é: “Será que consigo acha-lo no Facebook?”. Por que para nós, clicar no botão “Adicionar Amigo” no perfil de uma pessoa que não conhecemos, é menos intimidador do que se aproximar da mesa daquela linda moça no bar e perguntar seu nome?

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Foi a partir disso que um amigo sugeriu a criação um aplicativo para facilitar essa conexão entre pessoas na vida real. Utilizar a tecnologia para de fato aproximar pessoas. Quando recebi a ideia, apenas um PDF simplificado com uma sugestão, não pensei duas vezes. Como em todos os projetos que me empolgo para participar, gosto de ver um sentido maior no que estou fazendo. Ajudar pessoas tímidas na difícil tarefa de falar com um estranho na rua, para a maioria dos extrovertidos e socialmente confortáveis isso pode parecer algo bobo e não tão importante, mas quem já voltou de uma festa arrependido por não ter ido conversar com aquela pessoa, sabe bem do que estou falando.

O Yank Social tem o difícil objetivo de ajudar pessoas a se conectar na vida real, sendo uma simples base de ajuda para quem está frente a frente com uma pessoa que despertou seu interesse.

Como sempre compartilho meus projetos por aqui, trago o inicio do Yank para todos acompanharem. Lá estamos captando novos usuários por meio de convites, que vai nos ajudar a manter um crescimento ordenado e com um pouco de controle, garantindo um crescimento consciente e livre de preconceitos.

YANK OFICIAL

O que acham? Feedbacks por e-mail serão lidos e respondidos.

Grande abraço!

Minha ideia levantou milhões de dólares em investimento

4Eu amo ideias. O delicioso prazer de sentar por horas com o papel e uma caneta e desenvolver aquela ideia genial. Não só pensar na ideia inicial, mas ramificar todas as possibilidades, pensando em como tratar cada uma das situações. O céu é o limite e todo projeto tem a possibilidade de mudar a forma que vemos o mundo. Se não fosse por uma coisa: ideias não valem nada.

A primeira vez que ouvi isso fiquei pessoalmente ofendido. Sempre tive boas ideias. Sempre me percebi como uma pessoa de visão clara e ideias inovadoras. Lembro até hoje quando ouvi um amigo dizendo:

“Cara, ideia é mato.”

Mas no final das contas, descobri que sim, ideia é mato. Nasce em qualquer canto, nas piores situações e numa abundância incontrolável. Mais ainda, todas as ideias são muito parecidas, quase nenhuma ideia é verdadeiramente única. Você pode botar a mão num saco com ideias de várias pessoas e tirar várias iguais, até descritas da mesma forma.

Recentemente acordei com um amigo mandando um arquivo PDF de uma ideia que teve. A ideia estava bem descrita, com muitos detalhes apresentados. Em poucas horas já tínhamos as telas iniciais e já estávamos procurando o nome para o produto. No dia seguinte a primeira versão do site já estava no ar e já estávamos perguntando o que as pessoas achavam do esboço inicial. Hoje, pouco mais de uma semana depois, já temos data inicial de divulgação, início da fabricação e data de entrega da primeira versão. Obviamente, caso a gente valide a ideia dentro das métricas que definimos.

Apresentei esta ideia para várias pessoas que confio, buscando uma sinalização de que a direção que estava tomando era certa. Estes amigos representam o público que pretendo atacar. Surpreendentemente 5 das pessoas que viram o site me disseram que ao longo deste ano pensaram em um aplicativo como esse. Alguns viram as telas e disseram: “E cara, é exatamente isso que eu pensei em janeiro”. 

Uma ideia no papel é um conceito morto. Enquanto não validarmos e botarmos na rua, uma ideia não tem valor algum. Outras inúmeras pessoas certamente já tiveram uma idéia idêntica a essa que você está pensando agora, mas alguém vai botar em prática. Acho muito engraçado quando um produto aparece e alguém diz que já tinha pensado naquilo , que teve a ideia antes. Outro dia vi um conhecido dizer que pensou no Youtube bem antes dele existir.

“Era para estar rico agora!”

Ahan, Cláudia.

Lembro claramente no dia que isso aconteceu comigo. Estava ainda sentado na cadeira da antiga empresa que trabalhava. Eu tinha um papel e uma caneta na mão e desenhava um google glass no rosto de um bonequinho. Enquanto pensava, me veio o momento eureka. E se eu desenvolvesse um aplicativo de reconhecimento facial para Google Glass? Que buscasse numa base de suspeitos procurados e fizesse o match alertando em background as autoridades de onde o suspeito se encontrava? O portador do óculos nem saberia disso, seria apenas um emissor passivo dessa informação.

Desenhei todo modelo e ainda cheguei ao ponto da aplicação. Policiais em aeroportos poderiam utilizar um software alterado para verificar cada uma das pessoas que passassem pelo Raio X. Assim procurados teriam muito mais dificuldades em passar despercebido em meio a multidão.

Escrevi esta ideia, pensei até em baixar a API de desenvolvimento do Google Glass, mas acabei deixando pra lá. Meses depois o amigo que trabalhava na baia ao lado, no qual compartilhei a ideia me mandou um link. Lá havia a história de uma empresa que estava recebendo milhões em investimento para desenvolver o negócio exatamente como descrevi. Minha ideia, tão genial, estava recebendo milhões de dólares. Mas eu não. Eu não estava recebendo nada.

Não se apeguem a ideias. Se teve uma ideia, por mais brilhante que ela seja, coloque em prática o mais rápido possível. Valide e comece a andar. Alguém sempre está tendo o mesmo pensamento em outro lugar do mundo. No final, quem vai ganhar alguma coisa, é quem executou de alguma forma. Hoje uma amiga reclamava de um site que provê um serviço bem fraco. Ela indignada, dizia que a ideia dela era bem melhor, que eles tinham erros básicos e que não era possível aquilo faturar tanto. A única reposta que eu pude dar foi:

Sabe qual a diferença da sua ideia para a deles? É que a deles gera milhões mensais, a sua ainda está só na sua cabeça.

Como sabem sou um grande apreciador dos textos do Fakegrimlock, o dinossauro robô falante e vou finalizar com uma citação do seu livro, The Book of Awesome.

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PENSAR EM ESCALAR MONTANHA É MUITO MAIS FÁCIL QUE ESCALAR.
POR ISSO A MAIORIA SÓ FAZ A PRIMEIRA PARTE.
IDEIA NA CABEÇA NUNCA FALHA, NUNCA MACHUCA, NUNCA IMPORTA.
TIRE SUA IDEIA DA CABEÇA. BATA COM ELA NO MUNDO ATÉ ELE VIRAR UM LUGAR MELHOR.

A Jornada de um empreendedor

Para todos que vem me acompanhando aqui gostaria de indicar um post que acabo de publicar no site da Associação de Startups e Empreendedores Digitais, contando o que passei nesses 3 meses que estive imerso numa educação voltada para o Empreendedorismo.

Segue um trecho do texto, e o texto completo pode ser lido aqui.

Está completando 90 dias que estou em solo Chileno, vivendo uma experiência que nunca havia imaginado. Em Agosto deste ano tomei uma decisão muito importante, mas que mudou completamente a direção da minha vida. Entrei num programa de desenvolvimento de empreendedores, com o foco de aprender formas eficientes de desenvolver negócios e me inserir numa estrutura com mentores e facilitadores capacitados direcionando minhas atividades.

Aqui na Exosphere somos 30 pessoas de todo o mundo, com experiência nas mais diversas áreas. Temos um historiador Ph.D em filosofia, um especialista no mercado financeiro e uma terapeuta holística. Existem pessoas que já possuem negócios e vieram aprimorar o conhecimento através de uma nova rede de contatos. Existem também aquelas pessoas que você normalmente só ouve falar, que vivem de viajar o mundo administrando seus negócios online.  O livro 4 hours work week, do Tim Ferris, é a bíblia de muita gente aqui. Isso tudo pra deixar claro que não temos apenas pessoas da área de tecnologia planejando o próximo Facebook, exageros à parte. Temos os mais diferentes perfis provando que a metodologia aplicada é eficiente para os mais diferentes modelos de negócio.

Ler tudo

Bate-papo sobre Empreendedorismo e Marketing

Para quem vem acompanhando o QG e minha jornada no Chile, trago uma informação bem legal. Dia 5 de Dezembro o idealizador da Exosphere, Skinner Layne, e o cabeça do The Foundation, Andy Drish, estarão conversando e respondendo perguntas sobre marketing, educação e empreendedorismo num evento online.

O evento acontecerá via Google Hangout e recomendo a todos.

Nesta semana estamos tendo aulas de Marketing e Copywriting com o Andy. A quantidade de informação valiosa é assustadora.

Vale a pena conferir.

Os detalhes do evento estão disponíveis AQUI.

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Tudo é design – Exosphere Week #4

Sei que estou um pouco atrasado com os relatos semanais da Exosphere, mas faz parte. A vida do lado de cá anda bem corrida, espero que compreendam. O relato vai ser um pouco menos detalhado que o de costume, mas o suficiente para entender como foram as dinâmicas.

Na semana 4 da Exosphere tivemos um extenso workshop de Design Thinking, guiado pelo Colin Wright. Começamos a semana entendendo um pouco do que é o design e qual seu objetivo, também falamos um pouco sobre a história do design. Tudo isso alternando com dinâmicas onde devíamos desenhar coisas absurdas, imagens que previamente não existiam em nossas mentes por serem bizarras. Essas dinâmicas de desenhos duravam dois minutos para tentar transmitir uma ideia com um papel e uma caneta. Em um dos momentos, por exemplo, tivemos que desenhar um avestruz halterofilista.

Estudamos tipografia, combinações de cores e sua importância histórica. Cada cultura enxerga uma cor de uma forma, e utilizar as cores certas em situações diferentes podem determinar o sucesso de um produto.

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Fiz questão de colocar o diagrama de cores aqui por um motivo. Também estudamos que um design pode ser lindo, mas se não entregar a mensagem adequada com uma boa clareza, não adianta de nada. E esse belíssimo diagrama que foi feito para ajudar designers quase pecou nesse fato. Ele é lindo, mas acabou encontrando uma forma muito complicada de transmitir sua mensagem. É até difícil de achar algumas coisas ali.

Sempre que analisar um design, se pergunte: É bonito, mas transmite a mensagem desejada?

Depois disso passamos a falar sobre fluxo de pensamento que designers utilizam para resolver problemas e como as empresas passaram a utilizar essa expertise para resolver problemas mais estratégicos.

Encontrei esse diagrama que ajuda a compreender um pouco esse modelo de pensamento.

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Para mim, o ponto mais importante no processo de resolver problemas grandes utilizando este fluxo, é o entendimento dos problemas. A maioria das pessoas, principalmente em empresas, abordam o problema um passo adiante, achando que já sabem qual é o problema.  Na verdade essas pessoas acabam falhando por partirem de um pressuposto vicioso. Muitas vezes o problema está onde não conseguimos ver.  Por isso um dos passos importantes ao solucionar grandes problemas é envolver pessoas que não estão diretamente relacionadas com ele. Pessoas que vão trazer um ponto de vista sem um determinado viés.

Ao longo da semana estudamos também a aplicação do design em várias situações, passeamos na rua tirando fotos de coisas e discutindo em grupo o que era bom ou não em cada um daqueles designs. Fossem em marcas ou cartazes, ou peças utilitárias como hidrômetros. Também analisamos alguns sites e estudamos formas de solucionar problemas de usabilidade e interação de usuário, facilitando que o usuário tome as ações esperadas, e que dependendo do caso termine em uma conversão.

Em resumo, apesar de ser pouco tempo para falar sobre um assunto tão interessante, aprendemos a ter um olhar crítico com a aplicação do design e como abordar problemas gerais com esse mesmo ponto de vista.

Prestação de Contas Como Forma de Alcançar Objetivos

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No inicio do ano fiz um extenso curso de Economia Comportamental, fornecido pela Universidade de Duke e guiado pelo renomado professor Dan Ariely. No início algumas pessoas me questionaram o motivo de estudar algo aparentemente tão específico, mas uma das coisas curiosas sobre psicologia e economia do comportamento é que podemos utilizar o aprendizado em diversas áreas, para alcançar os mais diferentes objetivos.

Um dos conceitos que aprendi no curso é chamado: Aversão à Perda. 

Para entender como funciona esse principio, pense no seguinte:

Digamos que você quer ir para a academia, e eu resolvi te ajudar no processo, pra evitar que você não falte. No primeiro cenário, eu dou 5 reais toda vez que for treinar. Voltou do treino, 5 reais no bolso. No seguindo cenário, você me paga 5 reais, cada vez que não for até a academia.

Qual método você acha mais eficiente?

Estudos mostram que nós detestamos perder, mais do que gostamos de ganhar. Se eu criar um incentivo onde eu dou algo para você toda vez que faz alguma coisa, você ainda vai conseguir racionalizar vários motivos para não fazer aquilo. Se o incentivo for contrário, onde você perde alguma coisa toda vez que falhar com sua meta, a dor da perda é tão grande que você ficará mais motivado a executar aquela tarefa. Este é um conceito muito interessante, excelente para motivar pessoas em busca de resultados. Sejam funcionários tentando alcançar alguma meta, atletas buscando medalhas, gordinhos buscando perder peso ou empreendedores tentando tirar seu negócio do papel. 

mais sobre Dan Ariely:

Aqui na Exosphere fomos separados em alguns grupos. Meu grupo resolveu criar um pequeno sistema de prestações de contas, para ajudar e empurrar todos em busca de seus objetivos. Esses objetivos não são simplesmente voltados para negócios, planos para o lado pessoal e saúde estão incluso também. Aqui fica sempre claro que tudo isso deve andar em conjunto. Não existe sua vida profissional e vida pessoal separadamente. Você só tem uma vida e tudo deve estar em equilíbrio.

Quando trabalhamos por nós mesmos e não temos um chefe direto nos cobrando resultado, é muito fácil deixar os prazos passarem. Nós como humanos, somos muito bons em inventar desculpas para nós mesmos. Nossa capacidade de racionalizar para evitar tarefas é algo impressionante. Se pensarmos o bastante, conseguimos arrumar motivos bons o suficiente para não fazer o que precisamos. Por isso é bem importante ter amigos ou grupo de amigos focado em prestar contas uns aos outros. Sem medo de ferir o ego. Jogar a real e apontar os erros.

Se você possui alguma meta que não consegue alcançar por preguiça ou falta de motivação, arrume um parceiro para que se motivem de forma mútua. Vale muito a pena.

Dentro do nosso grupo da Exosphere utilizamos um pouco daquele conceito que apresentei no começo, a aversão à perda. Em nosso grupo as coisas funcionam da seguinte forma. Organizamos uma planilha com nossas metas. Colocamos uma grana em um envelope, algo em torno de 25 reais cada um. E no prazo de uma semana quem não concluiu todas as metas terá que dar o seu dinheiro para alguém na rua. A ideia inicial era dar para alguém pobre na rua, mas se fosse assim, poderíamos racionalizar pensando que pelo menos a grana vai para um fim bacana. Então decidimos que vamos dar a grana para alguém rico na rua. Primeiro pela dor de abordar alguém, bem vestido no meio da rua e oferecer dinheiro. É uma situação bem constrangedora o suficiente para me fazer virar algumas noites. Segundo por perder uma boa grana, algo que pesa bastante para todo mundo.

Ainda na ideia de aumentar a prestação de contas, marquei algumas ligações por Skype com um amigo no Brasil, com o objetivo de trocar ideias e criar pontos futuros para prestação de contas entre nós. Todos precisamos de uma ajuda nessa motivação. O quanto queremos aquilo e nossa força de vontade nos ajudam bastante, mas também precisamos de forças externas para nos empurrar rumo ao que consideramos sucesso.